Nos últimos anos, o setor de telecomunicações entrou em um novo ciclo de maturidade. A conectividade se tornou uma necessidade básica e, com mais de 90% dos domicílios brasileiros conectados, segundo a Anatel, o desafio deixou de ser levar internet e passou a ser como gerar valor a partir dela.
Estudos da Kearney e da GSMA apontam que o futuro da telecom está nos modelos de ecossistema digital do provedor, capazes de integrar conectividade, dados e serviços em um mesmo ambiente de valor. Essa mudança abre espaço para que os provedores de internet se tornem plataformas vivas, conectando soluções em nichos específicos e ampliando suas receitas além da banda larga.
Mas, na prática, o que significa construir um ecossistema digital em provedores de internet e como essa virada pode redefinir o futuro dos provedores regionais?
O ecossistema digital do provedor e o fim da era do produto
Durante muito tempo, crescer no setor de telecom significava vender mais conexões, ampliar a rede e aumentar a base de clientes. Essa lógica já não é suficiente. À medida que o mercado amadurece e as margens diminuem, o provedor que continua operando apenas como fornecedor de internet entra em uma corrida sem linha de chegada.
A nova dinâmica do setor mostra que o valor não está mais no produto em si, mas no ecossistema que ele sustenta. Em vez de competir por preço e volume, o futuro pertence a quem entende a conectividade como porta de entrada para soluções mais amplas.
O cliente não quer apenas internet, quer desempenho, segurança, suporte, eficiência e experiências integradas que resolvam suas reais necessidades.
Segundo a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida da Anatel, mais de 60% dos consumidores brasileiros esperam que as operadoras ofereçam um atendimento consultivo e proativo, e não apenas a entrega técnica do serviço. Além disso, o relatório “Brazil Telecom: Balancing Customer Satisfaction and Cost”, reforça que clientes que percebem valor agregado em serviços complementares têm 45% mais chances de fidelização.
Esses dados mostram que o comportamento do consumidor mudou e ele quer se relacionar com marcas que simplificam seu dia a dia, oferecem soluções personalizadas, completas e geram valor além da conectividade.
Essa virada de chave diferencia quem vai se consolidar e crescer de forma sustentável.
De provedor a parceiro: por que ir além da conectividade é o novo diferencial competitivo
No campo, na indústria ou no varejo, as empresas buscam provedores que compreendam seu contexto, antecipem necessidades e entreguem soluções completas que realmente otimizem seus processos.
Essa mudança coloca os provedores diante de uma nova fronteira de crescimento. Deixar de ser um prestador de serviço e se tornar um parceiro estratégico significa atuar de forma consultiva, agregar serviços de nuvem, segurança, dados e suporte especializado, além de desenvolver ofertas personalizadas por segmento.
Segundo a Kearney Telecom Review, provedores que ampliaram seu portfólio com serviços digitais complementares registraram crescimento médio de 25% na receita recorrente e redução de até 18% no churn. Esse dado reforça que o futuro dos provedores de internet está em quem cria valor para o cliente.
A conectividade é o ponto de partida, mas o diferencial competitivo nasce na forma como ela é usada para resolver problemas reais.
O que diferencia quem vende conexão de quem entrega ecossistema?
A diferença entre vender conexão e entregar um ecossistema digital do provedor está na forma como o ele enxerga o próprio negócio. Enquanto um foca na entrega do serviço, o outro atua como uma plataforma viva, capaz de conectar soluções, gerar dados e criar valor em rede.
Quem ainda opera com base em produto mede sucesso por quantidade de clientes ativos e velocidade contratada. Já quando o ecossistema digital do provedor é construído, ele mede impacto, recorrência e integração, transformando a conectividade em um meio e não no fim.
De acordo com o relatório “State of Digital Transformation in Telecom”, da GSMA Intelligence, provedores que estruturam ecossistemas digitais crescem até 32% mais rápido do que os que mantêm foco exclusivo na conectividade.
Isso acontece porque a diversificação de receitas, o uso inteligente de dados e a criação de serviços complementares aumentam a retenção e fortalecem a marca.
No ecossistema digital do provedor, ele passa a ser o ponto de convergência entre tecnologia, parceiros e clientes. Oferece conectividade, mas também segurança, cloud, mobilidade, automação e insights estratégicos. Deixa de ser uma empresa que entrega megas para se tornar uma empresa que entrega soluções.
Esse movimento não exige ruptura imediata, mas uma construção gradual que começa com um olhar interno que busca entender onde estão as sinergias, quais serviços podem ser integrados e como gerar valor compartilhado com parceiros e clientes.
Como os provedores estão virando plataformas vivas e explorando novas verticais?
Os provedores que evoluem passam a criar ecossistemas que unem tecnologia, parceiros e inteligência, investindo em automação, dados e integração para se tornarem o elo entre diferentes setores da economia.
As oportunidades mais promissoras estão em verticais onde a conectividade se torna motor de transformação. No agronegócio, dados da Embrapa indicam que propriedades conectadas podem aumentar em até 30% a eficiência operacional, com soluções que combinam internet rural, sensores e automação de irrigação.
Na indústria, o Senai CNI 2024 mostra que 64% das indústrias brasileiras já utilizam ou pretendem adotar tecnologias de IoT nos próximos dois anos, abrindo espaço para que provedores regionais ofereçam redes privadas, baixa latência e suporte especializado.
No setor de saúde, cresce a demanda por conectividade estável e segura para telemedicina e gestão de dados hospitalares. Já nas cidades inteligentes, o potencial está em conectar sistemas públicos, iluminação, câmeras e transporte em ambientes eficientes e sustentáveis.
Ser uma plataforma viva é se posicionar como parceiro estratégico de quem produz, inova e movimenta a economia. É transformar conectividade em inteligência e oportunidades, construindo negócios mais sólidos, escaláveis e preparados para o futuro.
A nova mentalidade de negócios
O crescimento sustentável dos provedores regionais exige uma nova mentalidade, capaz de alinhar tecnologia, propósito e experiência. Esses três pilares definem o novo ciclo da telecom, onde estratégia e estrutura caminham lado a lado e reforçam a ideia do ecossistema digital do provedor.
Os provedores que adotam essa visão estão se posicionando de forma mais sólida para liderar seus mercados. Com processos integrados, governança clara e uma cultura orientada por dados, criam operações mais eficientes, inovadoras e próximas de seus clientes.
A Algar acredita que o futuro da telecomunicação pertence a quem entende a conexão como ponto de partida para gerar mais valor. Por isso, nosso modelo de parceria foi criado para apoiar provedores que desejam fortalecer ainda mais sua estrutura, ampliar o portfólio e crescer com suporte em estratégia e previsibilidade.
Com uma rede sólida de parceiros, suporte técnico especializado e mais de 70 anos de experiência no setor, a Algar caminha junto com quem constrói o futuro da conectividade, somando estrutura, inteligência e confiança ao que o provedor já entrega com consistência e qualidade.
Quer preparar seu provedor para o próximo ciclo de crescimento? Fale com nossos consultores.



