Como calcular se ir para uma nova cidade vale o investimento?

Reduzir custos sem perder competitividade

A expansão para uma nova praça imobiliza a capital por anos. Depois que a rede está construída, uma escolha errada custa caro e demora a ser corrigida.

Antes do primeiro metro de fibra, o provedor precisa saber se a cidade tem clientes em número suficiente, e com capacidade de pagamento, para cobrir o custo da rede. Os critérios a seguir ajudam a fazer essa conta.

Domicílios e empresas

O ponto de partida é o Censo 2022 do IBGE, que traz dados por município. Naquele ano, o país tinha 90,5 milhões de domicílios particulares permanentes, dos quais 72,4 milhões estavam ocupados durante a operação censitária. Os vagos somavam 11,4 milhões, e os de uso ocasional, 6,7 milhões. 

Parte das casas por onde a rede passa, portanto, não tem morador para contratar o serviço. A proporção de domicílios vagos varia por região, com 15,0% no Nordeste e 10,5% no Sul. Em cidades com muitas casas de veraneio, o número de domicílios ocupados fica abaixo do total recenseado. 

Para o mercado corporativo, o Cadastro Central de Empresas (Cempre), também do IBGE, informa o número de empresas ativas em cada município.

Concorrência na cidade

Segundo o Relatório de Monitoramento da Competição da Anatel, os provedores regionais somam 57,6% dos acessos de banda larga fixa do país, e as grandes operadoras ficam com 42,4%. 

Esse número descreve o Brasil inteiro. A própria Anatel aponta que o indicador nacional esconde níveis elevados de concentração em milhares de mercados locais, sobretudo nas cidades de pequeno porte.

A análise precisa descer ao município, com os dados de acessos por prestadora que a agência publica em seu portal de dados abertos. Com eles, o provedor identifica quem já opera na cidade e a participação de cada concorrente. Comparar o total de acessos com o número de domicílios ocupados mostra quanto da cidade ainda está sem banda larga fixa. Se essa parcela for pequena, o crescimento vai depender de conquistar clientes que hoje estão com outro provedor.

Renda e inadimplência

O número de domicílios precisa ser lido junto com a renda da população e o histórico de crédito da região.

A Serasa registrou 83,9 milhões de pessoas inadimplentes no Brasil em julho de 2026. Em abril, o contingente equivalia a 50,81% da população adulta. A Serasa também coloca as empresas de telecomunicações entre os segmentos com débitos mais antigos, muitas vezes com mais de dois anos de atraso.

Os dados de renda do IBGE ajudam a estimar o ticket possível na praça. A política de vendas deve prever análise de crédito e antifraude desde a primeira instalação.

Custos da operação

O investimento se divide em construção, ativação e manutenção.

A construção inclui o backbone até a cidade, a rede de distribuição, as OLTs, as caixas de atendimento e o projeto. Na ativação entram drop, ONU, mão de obra de instalação e o custo de aquisição de cada cliente. A manutenção reúne equipes de campo, reparos, energia, links e o aluguel dos pontos de fixação nos postes.

A proporção entre esses blocos muda conforme o relevo e a densidade de cada cidade. Em entrevista ao Tele.Síntese, o Algar Franquias indicou que, em geral, metade do custo de construção de uma rede vai para o backbone e metade para a última milha, com variação de acordo com a cidade.

O custo dos postes ainda depende de regulação. Aneel e Anatel seguem negociando o texto da nova norma conjunta de compartilhamento, e, até a definição da metodologia de precificação, vale o preço de referência de R$ 5,84 por ponto de fixação. Desde abril de 2026, a Anatel só considera no Cadastro Positivo as prestadoras outorgadas que enviaram os dados de seus contratos de uso de postes. 

Ocupação mínima e retorno

Com mercado e custos levantados, o provedor chega à pergunta que decide a expansão. Quantos clientes a praça precisa ter para se pagar, e em quanto tempo?

A ocupação mínima é o número de clientes cuja margem mensal cobre os custos fixos da operação local. Essa margem considera o ticket médio já descontados impostos, inadimplência e custos operacionais.

O prazo de retorno é o tempo que a margem acumulada leva para recuperar o investimento em construção e ativação. Ele depende da velocidade com que a rede é ocupada.

Se a ocupação mínima exigir uma participação de mercado acima do que a concorrência mapeada permite, o modelo de investimento precisa ser revisto antes da obra.

Infraestrutura disponível

Backbone próximo, transporte contratado de terceiros e redes neutras na região reduzem a extensão de rede que o provedor precisa construir. Cada trecho aproveitado diminui o investimento inicial e encurta o prazo de retorno.

O papel da parceria

Uma parceria regional pode reduzir o investimento inicial e melhorar a viabilidade de uma praça. No modelo do Algar Franquias, o investimento no backbone fica com o Algar Franquias, e a capilarização fica com o franqueado. Com essa divisão, o valor que o provedor precisa recuperar com a própria base fica menor. 

O Algar Franquias orienta a gestão do parceiro com indicadores e estudos de mercado. O franqueado também passa a operar com análise de crédito e antifraude integradas, além de um portfólio com celular, streaming e serviços de valor adicionado para elevar o ticket médio.

Fale com o time do Algar Franquias para entender se essa parceria se encaixa no seu momento.