Inovação e inquietude: o que sustenta a liderança dos provedores em telecom?

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Os provedores regionais conquistaram um papel de protagonismo no mercado brasileiro de banda larga. Segundo a Anatel, o país fechou o segundo trimestre de 2026 com 55,4 milhões de acessos de banda larga fixa, dos quais 44,7 milhões já chegam por fibra óptica. Somados, os provedores regionais respondem por mais de 56% desses acessos, em um mercado composto por mais de 22 mil prestadoras. Neste cenário, quais características sustentam a liderança dos provedores?

A resposta passa pelos anos de investimento, capilaridade e proximidade com o cliente. E há um traço comum entre as empresas que chegaram até aqui: a disposição de se reinventar sempre que o mercado pede. À medida que a conectividade se torna mais padronizada, essa inquietude, entendida como a curiosidade em buscar o próximo passo, continua sendo um dos elementos que ajudam a manter os provedores à frente.

A inovação já faz parte do dia a dia dos provedores

Inovar nem sempre significa grandes rupturas. Muitas vezes, está nas escolhas cotidianas de ampliar o portfólio, melhorar o atendimento e responder às novas demandas dos clientes.

Esse movimento já é visível no setor. De acordo com dados de mercado acompanhados pela Anatel, a proporção de provedores que ofereciam telefonia sobre IP passou de 23% para 35% entre 2022 e 2024. No mesmo período, a oferta de IPTV avançou de 20% para 32% e os serviços de segurança digital cresceram de 24% para 32%.

Os números mostram que os próprios provedores vêm construindo, de forma consistente, um portfólio cada vez mais completo. A conectividade segue como a base do negócio, e a ela se somam novas soluções que acompanham o que o cliente busca hoje.

Antes da tecnologia, a inovação é uma postura

É comum associar inovação à compra de equipamentos ou à adoção da última novidade tecnológica. Na prática, antes de qualquer ferramenta, inovar é uma forma de olhar para o negócio.

Muitos líderes de provedores já carregam essa característica: a curiosidade de questionar processos, testar caminhos e buscar melhorias contínuas. E essa postura tem reflexo positivo nos resultados. Segundo a McKinsey, empresas que cultivam uma cultura de experimentação apresentam um crescimento cumulativo de retorno ao acionista (TSR) quatro pontos percentuais maior do que o de concorrentes do mesmo setor. A consultoria também observa que as chamadas “empresas inovadoras de alto crescimento” costumam operar com margem bruta, em média, cerca de cinco pontos percentuais superior à dos pares.

Ou seja, a inquietude que muitos provedores já praticam no dia a dia tende a se traduzir, ao longo do tempo, em margem, retorno e solidez.

A inteligência artificial ganha espaço no setor

Poucos temas ilustram tão bem o momento de transformação do mercado quanto a inteligência artificial. Segundo projeção da IDC, o setor de telecom deve investir US$ 617 milhões em IA na América Latina em 2026, com o Brasil respondendo por cerca de metade desse valor e um crescimento estimado de 37% ao ano até o fim da década.

A tecnologia já aparece entre as prioridades do setor: 67% das operadoras brasileiras identificam a IA como uma das tecnologias mais relevantes para sua jornada de transformação digital. E os provedores regionais têm papel central nesse cenário, concentrando cerca de 60% dos novos investimentos em fibra no país.

Vale destacar que a IA ainda é uma fronteira em construção para todo o mercado. Um estudo apresentado na Network X 2025 apontou que, embora 38% dos provedores enxerguem no atendimento e no diagnóstico com IA a maior oportunidade de transformação, apenas 22% já conseguem quantificar o retorno desse investimento. É um caminho que o setor percorre em conjunto, aprendendo e ajustando a cada etapa, e no qual cada provedor avança no seu próprio ritmo.

Inovar também no modelo de negócio

A inovação nem sempre está apenas no que a empresa vende. Muitas vezes, ela aparece na forma de organizar o negócio: como atender, como cobrar, como combinar serviços e como estabelecer parcerias.

Esse padrão também se reflete nos negócios que mais crescem. Em pesquisa da McKinsey com mais de 200 empresas listadas na B3, 81% das companhias de maior crescimento e retorno ao acionista mantinham forte conexão com a inovação, por meio de mecanismos como hubs de inovação e novas frentes de negócio. Além disso, 70% delas tinham uma estratégia clara para crescer em mercados adjacentes ao seu core.

Para o provedor, isso pode significar explorar novas avenidas ao lado da conectividade: serviços de valor agregado, soluções corporativas, segurança e experiências que ampliem a relação com o cliente. São possibilidades que fortalecem o negócio e reduzem a dependência da disputa por preço.

Como a parceria com a Algar Franquias apoia esse movimento

A inquietude e a vontade de evoluir já fazem parte da rotina de muitos provedores. A proposta da Algar Franquias é caminhar ao lado dessas empresas, oferecendo a estrutura que ajuda a transformar boas ideias em resultados.

O provedor conhece seu mercado e seus clientes como ninguém. A parceria entra para somar, dando mais fôlego para que essa capacidade de inovar chegue ainda mais longe.

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